encontro: juventude, cultura e direitos humanos

Artistas e pesquisadores convidados se encontram para discutir o envolvimento da cultura jovem na modificação e estruturação de posicionamentos políticos e sociais através da arte.

Local: SESC Santo André às 14h. 

 

 

 

Regina Novaes possui graduação em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, mestrado em Antropologia Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e doutorado em Ciências Humanas (Antropologia Social) pela Universidade de São Paulo. Lecionou na PUC-RJ e na Universidade Federal da Paraíba. Desde 1988, tornou-se Professora do Programa de Pós Graduação em Sociologia e Antropologia, do IFCS, da Universidade Federal do Rio de Janeiroonde orientou pesquisas de iniciação científica, dissertações de Mestrado e teses de Doutorado nos seguintes temas: movimentos sociais, juventude, religião, cultura, cidadania e violência.

Aposentou-se da UFRJ em 2005, prosseguindo com orientações de teses e dissertações anteriormente iniciadas no PPGSA. Foi editora da Revista Religião e Sociedade de 1995 até 2005. Também foi Secretária Geral da Associação Nacional de Antropologia – ABA; Presidente do Instituto Superior de Estudos da Religião – ISER e Presidente do Instituto Brasileiro de Análises Sócio-Econômicas – IBASE. No IBASE participou da coordenação geral da pesquisa Juventude e Integração Sul Americana, desenvolvida simultaneamente em seis países latinoamericanos. Em 2009 atuou como consultora senior do PNUD/Nações Unidas para a realização do Informe Juventude e Desenvolvimento Humano nos países do Mercosul. Entre 2010 e 2016 realizou pesquisas e atuou em consultorias sobre políticas públicas de juventude em Convênios entre a Secretaria Nacional de Juventude e UNESCO trabalhando em colaboração com grupos de pesquisa da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro e da Universidade Federal da Bahia. Atualmente é professora visitante da UNIRIO, Programa de Pós Graduação em Educação, linha de pesquisa Educação e Políticas Públicas de Juventude

Fundada em 2016, Carcaça de Poéticas Negras é um coletivo artístico composto por quatro jovens artistas negrxs e periféricxs, oriundos de duas escolas de teatro do Estado de São Paulo: Escola Livre de Teatro e Escola de Arte Dramática. O coletivo tem como pesquisa de linguagem o corpo negro urbano e suas diásporas, o genocídio e o etnocentrismo na contemporaneidade, e a carcaça de símbolos da ancestralidade negra, que revela camadas de uma história apagada e sem alforria. Desenvolve em seus trabalhos a Trilogia da Fuga, uma pesquisa a respeito do genocídio em massa da população jovem, negra e periférica, e a fuga pela sobrevivência, constituindo a pesquisa, a montagem e a circulação de três obras teatrais. O primeiro espetáculo "Mato Cheio" com direção de Ivy Souza, fala sobre a rota de fuga de escravizados em direção ao mar, passando pela Casa do Sítio da Ressaca - quilombo de passagem em Jabaquara construído em 1917 - até chegar na cidade de Santos, litoral de São Paulo. Foi contemplado pelo edital VAI I e II, com circulação pelas periferias, além de temporadas no centro de São Paulo. O segundo espetáculo "Buraquinhos ou O vento é inimigo do picumã" com direção de Naruna Costa, trata sobre o genocídio da população jovem, negra e periférica através do realismo fantástico. O grupo carrega em sua trajetória indicações premiações pelos principais premio de teatro do país: Buraquinhos ou O vento é inimigo do picumã" premiado como Melhor Direção pelo APCA e Aplauso, Melhor Dramaturgia e Melhor Projeto pela UOL e Melhor Peça pela Folha de São Paulo. Indicado a Melhor Dramaturgia pelo APCA e Melhor Elenco pelo Aplauso Brasil. Além disso, publicações do textos "Buraquinhos ou O vento é inimigo do picumã" e "Mato Cheio" dentro da Coleção Dramaturgia pela Editora Cobogó.

Edgar  é um artista multifacetado que traduz a nova era que transpõe padrões. Seu disco “Ultrassom” lançado oficialmente em 2018 pela Deck Disc, produzido por Pupillo, alcançou uma ótima repercussão de público e crítica de lançamento. Com a música “Exú nas Escolas”, Edgar tem uma marcante participação no mais recente disco de Elza Soares, e no mais novo e temperado álbum do BaianaSystem, na faixa "Sonar" ao lado de Curumim. No mesmo ano do lançamento de seu disco, foi indicado a artista revelação pelas premiações: Prêmio Multishow e APCA - Associação Paulista de Críticos de Arte. Ganhou o prêmio de Melhor disco de RAP pelo Troféu Cata-Vento 2018 pela Rádio Cultural Brasil e foi o único artista brasileiro a se apresentar no Festival MaMA 2018 em Paris (França). Indicado na lista dos melhores discos do ano pela Rolling Stones Brasil, Estado de São Paulo, APCA, Revista Bravo e Revista Noise; e indicado na lista dos melhores shows do ano pela Folha de São Paulo, Diário Online e pelo site Popload. Além das premiações, ainda em 2018, se apresentou em alguns dos principais palcos de festivais nacionais, onde sua irreverência teve destaque na desconstrução sobre o cenário do rap nacional, acrescentando suas diversas influências, no eletrônico, no rock e no repente. Fatos emergentes, rimas e poesias compõem as letras do disco, um despertador a cada vez que é ouvido. A apresentação de Ultrassom vai além da representação das músicas; Performática e de expressões contemporâneas, é construída por figurinos produzidos pelas mãos e mentes do próprio artista, a partir de materiais reciclados, proporcionando ao público uma experiência única.

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